mail

maispromenos@gmail.com
Mostrar mensagens com a etiqueta testemunho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta testemunho. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

A(s) cirurgia(s) plástica(s)

lembram-se que sempre disse "não quero passar por duas cirurgias, duas anestesias e duas recuperações"? hoje já não sei muito bem se faria uma dupla cirurgia plástica. provavelmente por ainda não ter passado uma semana e ainda esteja tudo muito fresco. mas vamos por partes...

primeira coisa se forem fazer uma dermolipectomia (a plástica às pernas) o médico vai-vos pedir uma cinta até abaixo dos joelhos. não sejam parvos como eu e vão a uma casa de lingerie comprar uma cinta lisa com pouca compressão. comprem uma cinta médica modeladora tipo isto:
comprei a minha na hospitex. custou cerca de 80 euros. mas só a consegui ter ao terceiro dia de internamento porque julgava que a outra era suficiente.

passando este apontamento... fui internada dia 01 à tarde para ser operada no dia 2 às 10h00. jejum total desde a meia noite. no dia da cirurgia acordei as 06h30. às sete já estavam a distribuir as roupas para o banho pré-cirurgia (se me tivesse lembrado que era o último bom banho que ia tomar em algum tempo tinha aproveitado melhor). de seguida o meu médico chamou-me (já vos tinha dito que era o dr. joaquim bexiga certo?) e deixou o marcador fazer o seu trabalho:



às 09h30 veio o maqueiro e lá desci eu até ao bloco operatório. e começou uma experiência completamente diferente da cirurgia do bypass gástrico.

cheguei ao bloco operatório central e fui recebida por uma equipa inteira com um batalhão de perguntas: alergias, quanto peso tinha perdido, confirmação da cirurgia, do cirurgião etc... puseram-me o catéter e levaram-me para a sala 2. e de repente parecia que tinha entrado numa nave espacial gelada. não fazem ideia o frio que está dentro de uma sala de cirurgia. e depois mais perguntas e explicações do que iria ser a anestesia intravenosa. e de repente senti um ardor na mão e só disse "vou-me apagar".

a operação começou as 10h30 e terminou às 14h45. quatro equipas de volta de mim.

acordei na sala de recobro, com dores nas axilas, às 15:45, às 16:30 e às 17:15. apercebi-me que tinha a cinta vestida e a algália a sair por dentro da cinta. por essa hora já não adormeci de novo e pedi para voltar para a enfermaria. quando me vieram buscar, duas enfermeiras preparam-me e quando tiro um dos lençóis aquecidos que tinha em cima e reparei que estava manchado de sangue.

e começou.

vejo as enfermeiras a olharem para as minhas pernas e a fazerem: "ehhhh pahhh". tinha uma poça de sangue debaixo de mim. tiraram-me a cinta.

nunca esperei ver as minhas pernas tão cedo.

tiraram-me todos os pensos que tinham acabados de ser feitos na cirurgia. tentaram estancar com novos pensos e levaram-me para a enfermeira que estava à minha espera. informaram-na da hemorragia. saí do bloco e logo cá fora tenho os meus pais, o meu namorado e uma amiga minha à minha espera. e bem disposta (sem ter muita noção da gravidade da coisa) digo oláááá e "mãe vou precisar de uma nova cinta que esta está ensopada em sangue. pergunta ao afonso que ele sabe onde comprei esta". e dou-lhe a cinta ensopada.

vieram comigo no elevador. chego ao quarto e tenho logo duas enfermeiras de volta de mim a tirarem de novo os pensos e a biparem os médicos para me observarem. não parava a hemorragia da perna direita. fizeram novos pensos e enrolaram-me as pernas com ligaduras de compressão visto que não tinha cinta. e tudo aquilo me pareceu normal. não fazia ideia se a cicatriz "babava", como referiram, normalmente ou não, portanto assumi que sim.

e deixaram entrar a minha família. não tinha muitas dores e foi uma visita normal. eu a contar tudo excitadíssima.

quando o médico assistente saiu do bloco e me veio observar de novo é que me bateu que se calhar aquela situação não seria muito normal. veio acompanhado com outros dois cirurgiões e mais duas enfermeiras. tiraram-me as ligaduras de compressão e de novo os pensos. pela terceira vez.

pela.
terceira.
vez.

e só vos digo se das outras vezes nem senti muitas dores, porque estava ainda sobre o efeito dos analgésicos, desta vez... mas o pior veio depois. o médico apalpou-me uma e outra perna e percebeu que além de estar com uma hemorragia externa também estava interna porque a perna estava muito rija. solução: abriu-me pontos (sim aqueles feitos horas antes) e espremeu-me a perna para o sangue sair. não fazem ideia das dores. fiquei azul, verde, aos quadrados, em 5d, gritei e disse asneiras.

voltaram-me a fazer novos pensos e novas ligaduras de compressão. se a hemorragia não estancasse teria de voltar ao bloco operatório. tentei dormir.

na manhã seguinte ainda nem oito da manhã eram e já tinha o médico comigo de novo. acompanhado por outros dois médicos. só disse: "deviam estar do meu lado e ver a vossa cara a olhar para a perna". de todo o corpo de cirurgiões plásticos do são josé só um é que não me viu a perna e por consequência a fofinha. fui sangrando cada vez menos e assim me safei de regressar ao bloco. e como nunca fui de vos esconder nada aqui fica o cenário que enfrentava:





domingo sou observada pelo meu cirurgião que foi propositadamente ao hospital para me ver. finalmente dá-me ordem para andar e retirarem a algália (que só saiu na  outra manhã).

no dia seguinte foi dia de pensos. vi pela primeira vez os meus braços e notei logo os músculos. que alegria. mesmo ainda inchados as cicatrizes estão bonitas e tem uma diferença brutal. como me disse o cirurgião: "raramente vi uma coisa tão feia na perna, mas olhe que nunca vi uma cicatriz tão bonita nos braços".

tive alta na terça feira, o que correspondeu a seis dias de internamento. vim para casa dos meus pais com indicações para andar, beber muita água, baixa de 30 dias e uma receita de benuron e nolotil. ainda não tomei nenhum nolotil.

a cada dia sinto, principalmente os braços, a melhorar. mas tudo é feito muito devagarinho. nos próximos posts vou-vos contar acerca da cicatrização e a cinta. a sacana da cinta.


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

inspirações e "desapoios"

já referi isto várias vezes, mas tudo tem altos e baixos, pontos positivos e negativos, prós e contras. o bypass não foge à regra.

hoje não vou falar nos prós e contras para mim, ou nos efeitos que ter feito a cirurgia teve em mim, mas nos efeitos que sinto nos outros. 

querendo ou não, consciente ou inconscientemente, acabei por influenciar algumas pessoas à minha volta na adopção de um estilo de vida mais saudável. se por um lado levei colegas de trabalho à adopção de práticas de exercício físico (e esta foi conscientemente. queria mais companhia no ginasio) por outro começo a ver pequenas mudanças em amigos meus. uma adopção de um novo estilo de vida e com isso uma alimentação mais saudável, redução do número de cigarros fumados, abandono da cafeína... e isto não foi por influência directa minha. mas quando analiso vejo ali uma certa inspiração. pondo de lado a modéstia fico muito contente pelos meus erros e a minha tentativa de os corrigir servirem de incentivo a mudanças positivas. 

por outro lado sinto que causei uma certa inveja, e até ciúme, do sítio onde menos esperava. da família. ou melhor, da minha irmã (os meus pais são os meus maiores apoiantes) e este facto deixa-me triste. enquanto eu era gorda a minha irmã sempre se sentiu confortável no papel da "magra da família" (não que o fosse mas era muito fácil ser considerada magra quando comparada comigo). de repente deixou de o ser. isso deve ter mexido com a sua auto estima, visto que até os meus sobrinhos diziam que eu estava mais magra que ela (honestidade das crianças...). e eu sempre a apaziguar a coisa para não ferir susceptibilidades. apesar isso o feedback directo que tenho dela é nulo. não tenho palavras de incentivo ou de parabéns. pelo contrário o feedback que tenho é indirecto e de dúvida. dúvida das minhas capacidades para manter o peso no futuro, dúvida da minha felicidade no presente, dúvida da minha aparência. isso magoa-me tanto. eu como mais nova sempre a olhei de baixo e sempre a admirei como irmã mais velha que é. e o que sinto é desilusão. total e completa. e no meio disto tudo não consigo perceber o que fiz de mal? foi por ter pensado em mim? por me ter posto, e à minha saúde, como prioridade? ... 

portanto, se ainda estiverem na fase de decidir e de pesar os prós e contras considerem igualmente os efeitos que a vossa mudança pode ter nos outros à vossa volta. a minha experiência diz-me que na maioria são bons mas também existem aqueles que nem por isso.

ps. sabendo o que sei hoje e olhando para trás continuaria, claramente e sem sombra de dúvidas, a optar por fazer o bypass. 


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

o bypass e o álcool

é uma relação curiosa. 

aquando da cirurgia, por razões óbvias, fiquei sem consumir álcool. já não acontecia com frequência anteriormente (bebia socialmente) mas quando dei conta tinha passado quase um ano sem ingerir álcool. 

agora, não sei como é feita a absorção do álcool pelo meu novo estômago, mas consigo-vos dizer que os efeitos no cérebro são quase imediatos. 

desde a cirurgia bebi três vezes: sangria de frutos vermelhos no meu aniversário (1/2 copo), gin tónico numa festa de natal (1/2 copo de novo) uma ginginha no mercado de natal.  o que vos digo é: a ginginha ardeu no estômago, (idiotice minha que devia ter bebericado) e passado 30 segundos o cérebro sentiu os efeitos. fiquei muito alegre e bem depressa. o mesmo se passou com a sangria e com o gin. ao fim do segundo golo já estava a sentir a cabeça a ficar leve. também durou pouco. portanto assumo que a absorção do álcool pelo corpo é feita muito rapidamente (não sei se derivada da cirurgia ou da privação de quase um ano) e muito rapidamente também é feita a sua eliminação. 

continuo a optar por não beber no geral. nos jantares com amigos ou família bebo água (às vezes água com limão) e nunca uma gotinha de refrigerante passou pela minha garganta. 

ps. prometo um post sobre o natal. 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

o momento

ainda na ressaca do aniversário da cirurgia resolvi fazer uma tatuagem.

a primeira.

porque esta mudança toda em mim tinha de ser celebrada, e porque a minha memória é curta, tinha de fazer algo para daqui a uns anos me relembrar da sensação que tenho neste momento e do bom que é.

fiz uma pena. porque é assim que me sinto.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

consulta 1 ano - nutricionista

 se há uns tempos atrás tinha medo de ir ao nutricionista e enfrentar a balança, hoje até tenho orgulho. deu-me os parabéns e disse-me que até estou acima da media na perda de peso e que 54 kilos é um resultado excelente. 

avisou-me que é expectável que no segundo terceiro ano de bypass que a cirurgia comece a perder eficácia e que como sempre a alimentação em conjunto com a adopção de um estilo de vida saudável é o mais importante para a manutenção do peso perdido. 

vou passar a fazer outro suplemento vitaminico para fazer em substituição do centrum: bariatric inspire. parece que foi desenvolvido por uma farmacêutica portuguesa e orientado especialmente para pacientes que fizeram uma cirurgia bariatrica. 

confirmou me a marcação da consulta de cirurgia plástica no hospital de São José e disse me que não e normal passado só um ano encaminharem logo para plástica. parece que isto aconteceu porque os meus resultados são muito bons e está a correr tudo bem. 

na plástica vou ter consulta com o dr Joaquim bexiga em abril e segundo me disse o nutricionista o processo é rápido. primeiro fazem uma avaliação física e depois reencaminham para cirurgia num outro hospital com que o SNS tenha acordo visto que não existe capacidade de resposta para tantos pacientes no São José . e agora consulta de novo aos 18 meses. 

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

1 ano

- 54 kilos

há precisamente um ano estava a começar uma nova vida.

se o eu de hoje pudesse ter mandado uma mensagem ao eu de há cinco anos dizer-lhe-ia para não ter medo e não enterrar sentimentos na dispensa.
que não é normal ficar cansada só de subir cinco degraus,
que as mudanças de temperatura entre rua e salas só te fazem transpirar porque tens massa gorda a mais,
que te vais conseguir sentar no autocarro sem sentires que estás sentada em cima de alguém,
que as cadeiras até ficam largas para o teu rabo,
que vais conseguir comprar roupa na zara,
que o sexo é muito melhor,
que só tremes quando ficas muito tempo sem comer porque estás pré-diabética,
que o teu número de sapato é mesmo o 41 e não o 42,
que os tornozelos incham no verão por causa do teu peso e não do calor,
que vais passar a adorar ver-te nas fotos e não te vais esconder atrás das outras pessoas,
que a pele extra nos braços nem é o mais chato,
que até vais gostar do ginásio e principalmente das aulas de rpm,
que vais voltar a ouvir piropos na rua,
que se vão voltar a meter contigo quando sais à noite,
que não és o patinho feio do teu grupo de amigos,
que não tens de montar sempre um número cómico para esconder a tua insegurança,
que vais fazer queixos cair e deixar pessoas boquiabertas com a tua mudança,
que o teu namorado não está contigo porque gosta de meninas gordas, [ele gosta de ti gorda, magra, com pele extra, com ossos ou sem]
que gostas muito mais de ti agora,
que continua a ser difícil controlar o impulso de comer mas que é possível,
que o teu estômago enorme não precisa de se sentir cheio para tu ficares satisfeita,
que é possível continuares a ter prazer na comida,
que tens muito mais prazer na vida agora. 

hoje passei o dia a ver fotografias do dia da cirurgia e do internamento e já não me reconheço naquela pessoa inchada das fotos. neste ano tanto mudou. além de adoptar uma alimentação saudável adoptei um estilo de vida saudável.  planeio comprar uma bicicleta e cumprir mais um item da minha bucket list: "quando não parecer uma morcela visto um fato de surf e vou ter umas aulas".
chegou a altura. chegou a altura de viver momentos adiados por um corpo que me prendia no conforto e na inércia. 

p.s. no próximo post prometo fotos de antes e depois

terça-feira, 7 de outubro de 2014

11 meses

-53 kilos

e lá foram as férias. e até correram bem. decidi que não iria seguir a dieta à risca e comi um gelado todos os dias. todinhos.
descobri a gelataria pai pinguim em armação de pêra e não perdoei no gelado de iogurte de framboesa. que delícia.
não me pesava diariamente, para a praia levava sandes feitas em casa, fruta, iogurtes e sumos. à noite íamos jantar fora e parte do menu foram chocos grelhados, salmonetes grelhados, frango assado, besugos grelhados e comi frango da guia. fez-me confusão toda aquela molhanga mas tentava retirar o máximo que conseguia e a coisa acabou por correr bem. acompanhei todos os pratos com legumes ou salada e a única vez que comi batata foi numa sopa de peixe em Álcacer do Sal, que na verdade era mais uma caldeirada.

meti o ginásio também em espera durante as duas semanas de férias e no meio de tudo isto emagreci dois kilos, coisa que já não acontecia há dois meses. é claro que caminhava na praia e caminhei bastante nestas duas semanas. mas talvez tenha sido a mudança de ritmo que tenha feito o meu corpo livrar-se da gordura mais depressa.

entretanto voltei ao trabalho e à vidinha stressada da cidade e voltei ao meu ginásio e pela primeira vez em 5 meses a uma aula de rpm. que saudades que já tinha de levar uma tareia daquelas. gosto mesmo das aulas de rpm. puxam por mim e saio de lá sempre esgotada mas muito bem disposta.

entretanto está quase a fazer um ano desde que fiz o bypass e coincidentemente o meu aniversário também está à porta. tinha decidido que iria beber a minha primeira bebida alcoólica pós cirurgia no meu aniversário, mas noutro dia fui à festa da Time Out e bebi uns 4 golos de Sommersby. ao 2º golo já estava tonta. :) aquilo é tão, mas tão doce, que não consegui beber mais. e pronto fiquei-me pela água o resto da noite.

nesta fase sinto mais as modificações no meu corpo que na balança. sinto os músculos a tonificarem (obrigada ginásio) e as peles a ficarem cada vez mais feias. estou desejosa da consulta com o cirurgião plástico. no geral sinto-me uma pena. salto sem a preocupação se me doem os joelhos ou os tornozelos, corro facilmente, ando sem me cansar, danço a noite tods... olhando para o ano passado por esta altura posso dizer que me custava levantar do sofá. hoje, custa-me estar sentada muito tempo. (a sério. literalmente. começa-me a doer o rabo. a falta de gordura ali tem os seus contras).

e não sei que mais dizer. perguntem o que quiserem. tenho muito prazer em responder a todas as dúvidas que possam ter.







sexta-feira, 5 de setembro de 2014

10 meses

-51 kilos

parece que a minha perda de peso estabilizou. dou-me por satisfeita com o meu peso corrente embora gostasse de perder mais 5 kilos. 

como que nem uma pessoa normal. em quantidades pequenas. e como várias vezes por dia. continuo a manter algumas regras só minhas como não beber café, álcool ou bebidas gaseificadas (só servem para encher o estômago e não trazem valor nutricional nenhum) o que quer dizer que sempre que saio à noite bebo agua com limão. :) 

também não bebo às refeições e não como entradas nem sobremesas. 

na parte dos pecados entra o llaollao semanal que mesmo assim escolho com uvas ou morangos (nunca com doces). 

tenho sentido mais fome à noite. eu que nunca comia antes de dormir agora não consigo passar sem o snack depois do jantar. 

e sim tenho fome. como uma pessoa normalmente tem. apetecem-me coisas más como a bola de berlim na praia ou batatas fritas mas resisti até agora. 

e, finalmente, chegou a altura das férias e estou ansiosa por perceber como é que o meu corpo vai reagir à mudança de ritmo. 



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

9 meses

- 50 kilos.

no final dos nove meses costuma aparecer um bebé. no meu caso desapareceu uma pessoa. 

perdi o objectivo secreto dos 50 kilos. ainda não estou no meu peso ideal mas para lá caminho. 

nesta fase noto muito mais no meu corpo que na balança. noto em termos de volume e em termos de tonificação. o ginásio ajuda imenso. os meus braços, que pensei inicialmente serem o maior problema relativamente à flacidez, nem estão assim tão maus. claro que abanam e parecem asas de morcego mas muito menos que o que imaginava. tou a começar a notar músculos debaixo da gordura que vai desaparecendo e isso ajuda bastante a auto-estima.
o que também ajuda é comprar roupinha nova. calças que há dois meses me serviam, ficam a nadar. então tenho uma desculpa sempre viável para comprar nem que seja um par de calças por mês. 

ver-me em roupa que nunca imaginei vestir é espectacular. noutro dia comprei um macacão preto (que sempre desejei) e adoro aquilo. além de me esconder as imperfeições (nomeadamente as das pernas) faz-me mais magra. e isso é sempre bom. :)

entretanto relativamente a comida, este mês tive um episódio de dumping. comi bacalhau com grão. esta foi a primeira vez que comi grão. e enche imenso. o estômago não aguentou e a meio da noite acordei para vomitar. nada por aí além. fiquei bem melhor e voltei a dormir. 

 e pronto. é isto. enquanto não vou de ferias. 

sábado, 5 de julho de 2014

8 meses

menos 48 kilos. 

já perdi uma pessoa. uma pessoa magrinha mas mesmo assim uma pessoa. 

a minha mãe, quando se casou pesava 48 kilos. 

pudesse eu encontrar uma forma de materializar esta gordura toda que perdi e vestia-lhe o vestido de noiva dela. :) 

este mês continuei num registo mais baixo de perda de peso. a lesão no joelho só me permitiu regressar ao ginásio há duas semanas e mesmo assim com um treino muito leve e só trabalhando tronco e braços. 

tenho uma tendinose/ruptura nos tendões posteriores do joelho causada por demasiado esforço nas aulas de spinning. 

fui hoje à fisiatra e esperam-me 15 sessões de fisioterapia. só depois é que posso voltar ao treino normal e às aulas de spinning (sem abusar). 

embora tenha ficado chateada com a lesão, por causa das dores e dos constrangimentos óbvios, por outro lado permitiu-me perceber qual é o limite do meu corpo e no futuro treinar mais conscientemente. 

mesmo assim, neste tempo de pausa, consegui perceber que o meu estado físico é muito melhor! não me canso nada agora. não me canso a subir escadas, ruas inclinadas, não chego cansada ao trabalho, ando ando ando ando e ando sem me cansar minimamente e quando me canso, recupero muito mais depressa. não estava habituada a toda esta vitalidade e isso é precioso. 


sexta-feira, 20 de junho de 2014

o verão


esse papão!

gorda, com celulite, mamas a lutarem contra a gravidade e a perderem a guerra, com cicatrizes, com inseguranças, com macaquinhos na cabeça mas lá fui eu à praia.

wait a second! não fui só à praia neh? isso não é novidade nenhuma, porque sempre fui gorda de ir à praia. fui à praia de BIKINI! oh yeah!

pela primeira vez na minha vida, desde que tenho consciência do meu corpo, vesti um bikini.

e porque é que escolhi um bikini e não um fato de banho?

primeiro porque os meus fatos de banho do ano passado me estão a nadar (ou como gentilmente o meu namorado me disse quando os experimentei: parece que tens cu de velha! :) e de facto parecia) e depois porque ainda não encontrei um único fato de banho em tamanhos normais que gostasse. ou porque aperta as costas, ou porque é demasiado cavado na cueca, ou porque é demasiado tapado... bom. não encontrei.

mas encontrei um bikini, modelo tipo anos 50, de cueca subida mas com um padrão floral mesmo giro. e pronto. foi o início de uma historia de amor.

e como foi a minha primeira ida à praia de bikini? foi com uma amiga minha e numa praia onde não corria o risco de encontrar ninguém conhecido e portanto estive à vontade. a praia também não estava demasiado populada, portanto ainda melhor. é claro que quando chegou a altura de ir à água e "desfilar o meu corpo de sereia" pelo areal não me senti nada confortável, mas meti os medos para trás das costas e lá fui eu.

a segunda vez, foi na costa da caparica, na minha praia habitual, com o meu namorado. mais uma vez não me senti confortável, e estava tão insegura que até lhe pedi para me tirar uma foto com o telemóvel comigo deitada na toalha de praia para ter noção da figura que estava a fazer. chegada a altura do desfile, fiz-me à passadeira, vulgo areal, de cabeça baixa e cabelo à frente da cara para não ver se alguém reparava no meu rabo descaído ou na minha celulite ou nas minhas pernas com pregas e gelatinosas. refrescada e de cabelo molhado já não deu para esconder a cara e resolvi fazer uma pega de caras e lá fui eu orgulhosa ostentando as minhas imperfeições todas areal a fora.

devo dizer que não foi perfeito. mas foi um dia que não me vai sair da memória tão cedo. levei as minhas inseguranças ao mar e deixei partes delas a boiar.




quinta-feira, 12 de junho de 2014

porque nem tudo são rosas

estava a ler em retrospectiva o que tenho escrito e senti que estava a passar a mensagem que o mundo é cor de rosa e é tudo perfeito e a vida é espectacular. bem... pessoalmente, pesam muito mais as vantagens que as desvantagens mas, como até os círculos tem o lado de dentro e o de fora resolvi fazer uma lista de vantagens e desvantagens de um bypass gástrico

a nível físico:
  • vantagem: emagrecer. obviamente. sem assim não fosse mais valia ficar quietinha. 
  • vantagem: bem estar geral. como é que vos posso dizer isto? fisicamente sinto-me muito mais apta do que anteriormente. subo e desço escadas, pulo sem me preocupar nas dores que vou ter nos joelhos, ando ando e ando sem me cansar excessivamente...
  • vantagem: análises clínicas exemplares. sem rasto de diabetes, colesterol (está a 75, sim o "mau"), ou qualquer outra coisa feia. 
  • vantagem: voltei a gostar de me ver ao espelho (pelo menos vestida).
  • vantagem: arranjo-me mais. passo batom e rímel diariamente. 
  • vantagem: deixei de fumar. e é muito menos stressante do que o que esperava. acho que por estar focada na alimentação não me foco no não fumar. embora todos os dias pense em fumar opto por não o fazer. 
  • vantagem: o sexo é muito mais espectacular. tal qual me mexo melhor no ginásio também me mexo melhor na cama. e a minha vida sexual ganhou imenso com isso. e o meu namorado agradece.
  • desvantagem: queda de cabelo: é enorme. sinto que vou ficar careca. todos os dias tapo o ralo com os cabelos que me caem no banho. além dos que caem ao longo do dia. 
  • desvantagem: cansaço físico ocasional derivado à escassez de ferro. 
  • desvantagem: flacidez. as minhas pernas, braços e maminhas são as partes mais afectadas. 


a nível psicológico:

  • vantagem: o espaço mental. mentalmente já ocupo menos espaço. quando entrava no autocarro tentava sentar-me num banco único para o meu rabo grande não apertar o vizinho do lado. essa preocupação foi-se. 
  • vantagem: o reflexo nas montras. gosto de me ver nos reflexos das montras na rua. enquanto no inicio não me reconhecia, hoje já me consigo reconhecer naquele reflexo. ainda estranho a magreza, mas já consigo perceber que aquela figura é a minha. 
  • vantagem: sinto-me mais mulher. e mais bonita. 
  • vantagem/desvantagem: a compulsão. se anteriormente tinha compulsão por comer, agora ela não desapareceu, mas transformou-se. passo muito tempo a pensar em comida. nomeadamente no que vou fazer pro jantar/almoço do dia seguinte, do lanche desse dia, do que levo para o trabalho etc... se a grande vantagem é o planeamento de refeições para continuar a seguir a alimentação saudável, a desvantagem é que não deixo de pensar em comida. 
  • desvantagem: a ansiedade não desaparece com a cirurgia. é ainda mais importante controlar o que se come. não se deve optar pela cirurgia de ânimo leve. ela não faz magia. a maior mudança está na cabeça. isso é o mais difícil. agora, sete meses depois da cirurgia, ainda tenho apetites, ainda tenho gula, ainda me apetece comer a porta do frigorífico se for preciso [principalmente naquela altura do mês]. a diferença é que não posso. não optei por me sujeitar a uma cirurgia para voltar a fazer tudo de mal de novo. 
  • desvantagem: a recriminação alheia. pessoas que olham para o teu prato e dizem: vais comer isso tudo? sim! o isso tudo é o equivalente ao tamanho de um prato de sobremesa com meia porção de carne/peixe 1/4 de legumes e 1/4 arroz/massa, mas por alguma razão, toda a gente acha que só vais beber líquidos até ao fim da tua vida. ou que só irás comer uma unha de carne. não. o estômago é um músculo. ele estende. à medida que a dieta vai progredindo ele aumenta de tamanho para absorver as 120 gramas de carne/peixe que deve conter uma refeição sólida. é esta a quantidade ideal para a vida. por isso parem de achar que é muito recriminando ok? 
  • desvantagem: a socialização à volta da comida. jantares de amigos, de família e toda a socialização que se faz à volta da comida torna-se diferente. tens as tuas regras e horários para comer e nem sempre isso é fácil de cumprir. em todos os momentos de socialização há entradas, prato, sobremesa e com isso existem também pessoas que te querem forçar a comer. "só um queijinho agora. é fresco! ou umas azeitonas" não. não quero a fruta a seguir à refeição. não não quero o copo de sumo, vinho, sobremesa o que seja. só preciso da minha refeição para me alimentar. 
  • desvantagem: culpabilização por comer. é inevitável. pelo menos para mim. às vezes acho que como demasiado e fico a culpar-me por isso. continuo a achar que comer é sempre mau. embora coma sempre saudável e faça as opções certas é difícil de apagar este registo na minha cabeça. não consigo ainda recompensar-me mentalmente por comer. a reforçar este sentimento ainda existem pessoas que dizem: "já estás a comer de novo?" e penso: sim! já passaram duas horas desde a última refeição e um ser humano normal deve fazer seis refeições por dia. 
  • desvantagem: ainda me percepciono como gorda e imagino como um estranho me percepciona. se gorda ou "normal". 

a nível do dia-a-dia 

  • vantagem: todas as compras no supermercado merecem uma cuidadosa análise da informação nutricional dos alimentos. as compras impulsivas quase desaparecem quando percebo que preciso de uma hora de elíptica no ginásio para gastar as calorias de um mau alimento em detrimento de outro mais saudável, menos calórico e com baixo nível glicémico. 
  • desvantagem: ainda não sei comprar roupa "normal". tenho medo de experimentar roupa em números de gente normal e desiludir-me que ainda não caibo numas calças ou numa saia. e a desculpa que costumava dar a mim mesma que só fazem roupa para gente magra já não serve mas ainda não sei comprar roupa para o meu novo corpo. continuo a usar as coisas largas ou que escondem o rabo ou a barriga como anteriormente. 

pequenos truques

  • vejo atentamente todos os rótulos e informações nutricionais de cada coisa que compro. 
  • opto pelos degraus em vez das escadas rolantes.
  • saio uma paragem antes ou depois da que está mais próxima do trabalho e faço o resto do percurso a pé
  • não como pastilhas para não manter o meu estômago em "trabalho constante" e não alimentar um vicio de boca.
  • peso-me todos os dias. 

resumindo, não encaro o facto de ter feito a cirurgia e a alimentação que daí adveio como dieta. encaro como uma mudança de vida. não mudei a minha alimentação. tornei-me numa pessoa mais saudável. acho que essa é a maior vantagem. e não há nada que contrarie isso. 

não é fácil a nível psicológico manter os níveis de motivação altos. principalmente nas alturas em que o efeito plateau se faz sentir e a perda de peso é nula ou muito reduzida. o bypass não é uma cura ou faz magia. é uma ajuda. um empurrão. o resto do caminho somos nós a fazê-lo. 





domingo, 4 de maio de 2014

6 meses

E assim de repente passou meio ano. há um ano imaginava esta altura (a passagem dos seis meses) e nunca pensei que estivesse tão magra. a sério. perdi 42 kilos. 

ainda nem consigo conceber muito bem. qua-ren-ta e dois ki-los. tento imaginar os equivalentes a este peso. há pessoas que pesam 42 kilos. 

aliás o meu sobrinho pesa isto. perdi um sobrinho de peso. ;) 

e agora, passados seis meses, eis que chegou a altura para um antes e depois. justifica-se. digo eu. 






domingo, 6 de abril de 2014

a comida

resolvi fazer um post sobre comida. 

agora que já lá vão cinco meses o que é que como? tudo. bem... tudo não é bem assim. opto sempre (sim. SEMPRE) por pela opção mais saudável. de facto acho que essa foi mais uma opção de vida do que de comida. ainda me estou a habituar a este novo estilo de vida mas está a dar resultado. 

em termos práticos o que significa um estilo de vida saudável no prato? 

exemplos seguem-se.

pequeno almoço: torrada (do tamanho de meia palma da mão) com Filadélfia light e iogurte. em alternativa à torrada: duas tostas. quando uso manteiga uso matinal extra light e quando opto por fiambre é sempre de perú. 

meio da manhã (usualmente duas horas depois do pequeno almoço): iogurte ou fruta (morangos, pêra, maçã) ou sumo light ou batido de fruta (nos dias de ginásio). 

almoço: e aqui é onde vario mais. quando é carne tento sempre que seja grelhada ou preparada sem gordura (isso significa que tiro todas as peles e gorduras antes de congelar). acompanho sempre com 'verdes' quer eles sejam legumes ou salada. não tenho isto como imposição mas é raro comer massa ou arroz (no máximo uma vez por semana) e se o faço nunca é o único acompanhamento da carne ou do peixe. batata: nao uso em nada. só comi uma rodela de batata uma vez que almocei caldeirada a casa dos meus pais. e nesse dia comi o peixinho da caldeirada acompanhado de brócolos e grelos cozidos. se faço peixe em casa prefiro fazer ou no forno ou cozido a vapor com imensas ervas aromáticas. não grelho peixe em casa por causa do cheiro, mas quase sempre que vou almoçar a casa dos meus pais é peixe grelhado (mesmo ontem foi salmão acompanhado com legumes e salada). 

e nos dias em que não levo almoço para o trabalho e sou obrigada a "comer fora"? opto sempre pelo prato saudável do menu ou por trocar batatas, arroz ou massa por legumes ou salada. além disso tenho um go natural ao pé do trabalho e eles têm menus saudáveis preparados por nutricionistas. mesmo assim nunca escolho as massas. 

duas horas depois do almoço: sumo light ou batido de fruta ou fruta ou iogurte ou fruta desidratada. 

lanche: duas (as vezes três quando sei que não vou conseguir estar a jantar à hora que devia) tostas com manteiga light ou Filadélfia light e iogurte ou chá. 

jantar: não difere muito do almoço, tento sempre que seja mais leve. opto mais vezes por sopa (sempre sem batata. uso couve flor e courgette a substituir) e muito mais vezes por salada. nos dias em que não me apetece cozinhar ou não deixei nada preparado ou congelado opto por ir comer uma salada à escolha do vitaminas (de facto dá para duas vezes portanto fico com almoço para o dia seguinte) com base de alface (e peço sempre pouca) e normalmente escolho entre os seguintes ingredientes: almôndegas de soja, salmão, camarão, cogumelos, ovo, mozzarela, requeijão, queijo fresco, fiambre perú.  

não costumo fazer o snack da noite porque, principalmente nos dias de semana, adormeco estourada no sofá. quando faço opto por iogurte. 

além disto o que é que já experimentei (sem intolerância alguma): tremoços, frutas vermelhas, azeitonas, sushi, caril, leite de coco (light. e estava no caril), frutas tropicais, quinoa, bagas goji, sementes de chia (opto por meter nos batidos). 

mesmo há pouco acabei de tomar o pequeno almoço: torrada com Filadélfia light e iogurte grego light com 3 framboesas e canela. :) 

terça-feira, 1 de abril de 2014

5 meses

isto dos quatro meses e dos cinco meses faz-me sentir que estou a acompanhar o crescimento de um bébé. agora estou no percentil 38. yap. Aliás, -38. kilos. 

isto quer dizer que num mês perdi 6 kilos. E FINALMENTE (em muitos e muitos anos) estou abaixo dos 100! weeeeee! 

noutro dia comprei um par de calças (já não dava mesmo para usar as antigas) e surpresa! visto menos 3 números que antes da cirurgia. passei de um 54 para um 48. será que algum dia vou chegar ao 42? 

espero que sim. 

e voltando à temática das diferenças que vou sentido, noutro dia vinha ao telefone com uma amiga minha, que por acaso é psicóloga e vinha a comentar a perda de peso. ao que ela me pergunta: e qual é a relação com o teu corpo? não achas que estás a perder peso demasiado depressa? well... a minha relação com o meu corpo ainda é boa. todos os dias me vejo nua e faço comparações visuais mentalmente com o que era. é claro que, como já vos disse, a pele começa a ressentir-se. mas, por enquanto, e porque ainda andamos tapadinhos por causa do frio, não me incomoda. vejamos como será no verão. 

ainda em relação à percepção visual e mental, apercebo-me quando me vejo em reflexos de montras ou algo do género que mentalmente ainda não me percepcionei como portadora de uma figura mais esguia. portanto sou tipo peixinho de aquário que se esquece das coisas a cada 25 segundos e fico sempre surpresa quando vejo uma figurinha mais esguia que corresponde à minha. :) 

segunda-feira, 24 de março de 2014

e comi o meu primeiro pedacinho de doce

na semana passada foi o dia do pai certo? e eu, como filha prendada que sou [cof... cof... cof...], resolvi fazer a prenda para oferecer ao meu pai.

ora como o meu pai tem um dente guloso fiz nougat. e não resisti a provar a delícia que tinha acabado de fazer.

comi um bocadinho do tamanho da cabeça do dedo mindinho. soube-me pela vida.

tenho medo de ter aberto aqui um precedente. às vezes é mais fácil lidar com as coisas sem saber o sabor delas. ou pelo menos lembrar-me. agora que recordei o sabor de nougat tenho vontade de comer mais [coisa que não fiz].

e este é o meu maior medo com as batatas fritas de pacote. eu sei tão bem ao que aquilo sabe. parece que foi feito para encaixar perfeitamente, e exclusivamente, nas necessidades e pontos fracos das minhas papilas gustativas. e o medo é provar e comer de novo. e de novo. e quando dou por mim a coisa já descambou. foi sempre isto que me aconteceu em todas as outras dietas que fiz anteriormente. e sei qual o ponto em que descamba. ou melhor, o alimento: bolachas de aveia.

este é o caminho da tentação: 1 - tostas, 2 - bolachas integrais, 3 - bolachas de aveia (e aqui descamba)

então o que posso dizer? que sim, que experimentei comer um niquinho de nougat. soube-me maravilhosamente bem. e que não voltei a comer. por enquanto. espero que este enquanto dure muito tempo...

segunda-feira, 3 de março de 2014

4 meses

e muita coisa mudou. tenho amigos que nunca me conheceram tão magra. eu já não me lembrava de mim tão magra.

já lá vão 32 quilos (menos 5 quilos que há um mês atrás) e sinto-me muito bem.
estou a gostar de voltar ao ginásio. eu que detesto ambiente de ginásio, começo a perceber que pelos vistos sempre os escolhi mal.
fitness hut FTW! :)

também estou a reaprender a cozinhar, e se pensavam: ah e tal não vais gastar $ em comida... humm não é bem assim. é que comer porcaria sai muito mais barato que comer saudável. outra coisa que não contribui para o orçamento é o tamanho das embalagens. é que não fazem embalagens mini. é tudo em tamanho familiar. salada familiar, molhos de espinafres familiares, caixa de morangos familiares, fruta aos pedaços em tamanho familiar etc... tenho de andar com grandes esquemas para estragar o mínimo de comida possível.
isso implica arranjar tudo e congelar, e congeladas, as coisas perdem metade da piada neh?

então recapitulando estes 4 meses...

o que custou: as dores depois da cirurgia. mas nada que as drogas não ajudassem. acho que foi pior porque também me livrei da vesícula na mesma cirurgia. olhando para trás voltaria a fazer? sem dúvida alguma!

alimentação: a dieta liquida passa depressa, a pastosa também. mas não há fase igual na perda de peso! de resto a alimentação não custa nada. a sério. o meu namorado chama-me esquilinha. como pouquinho, aos pedacinhos pequenos, e demoro. :)

efeitos secundários: além daqueles já descritos aqui, começou a queda de cabelo. e bem. até me assusto. e eu comecei a fazer um tratamento beeeeemmmm antes da cirurgia. imagino se não tivesse começado. tenho sempre cabelos em cima de mim. cada vez que toco na cabeça vêm cabelos atrás. no banho entupo o ralo. no próximo mês faço um pixie cut a ver se disfarça mais a coisa.

perda de peso: - 32 quilos.

elasticidade da pele: é lixado. braços, pernas e boobies começam a ressentir-se. a gravidade não ajuda. principalmente nos braços. sabem os famigerados braços de morcego? já se começa a notar. menos mal que é inverno. no verão estou para ver como vou contornar a coisa. ah! e tenho imensa comichão na zona da barriga por causa da pele estar a encolher. pareço as gravidas a coçar a barriga. só que me mim não estica. encolhe.

feel good: é espectacular! passo a vida a reparar em pequenos pormenores no meu corpo. descubro ossos que não sentia, músculos que começo a sentir de novo, tendões... ver o corpo a mudar é muito motivador.

roupa: a que não me servia já me serve e já não me serve de novo porque entretanto ficou larga. há muita coisa que já não visto. comprei a minha primeira peça de lingerie para o dia dos namorados e bolas... a diferença que uma peça de lingerie pode fazer no sentir-me mais mulher.

e acho que essa é a minha conclusão destes quatro meses. sinto-me mais mulher. até comprei um baton vermelho! :)

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

3 meses

e menos 27 kilos.

hei-de postar fotos do antes, da evolução e do depois. mas por agora estou a gozar o prato. literalmente. não sei se vos vou conseguir transmitir a sensação do que é ter perdido 27 kilos, mas aqui vai.

noto que já perdi 27 kilos:

quando ando depressa na rua
subo seis ruas bem íngremes e chego ao topo sem parar no caminho
na roupa que tinha escondida no guarda vestidos e que me voltou a servir
na roupa que me voltou a servir e que já me está larga
nos meus amigos que todos os dias me chamam magrixa
nos meus amigos que trocam impressões com outras pessoas que fizeram um bypass gástrico
no meu namorado que todas as semanas olha pro meu rabo e o vê desaparecer
nos agachamentos no ginásio que faço muito mais facilmente que há duas semanas atrás
no espelho

e em tantas outras e pequenas coisas.

não me lembro, desde há uns anos, de me sentir tão feliz e por um espaço de tempo tão prolongado . tou sempre de sorriso na cara. já começo a parecer maluquinha. a sério.

p.s. prometo que vou publicar um post sobre a dieta mole II ou como lhe chamo "a era da experiência" :)

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

em suspenso

é como me sinto.

tudo em suspenso. não consigo marcar nada com uma antecedência de uma semana ou mais. principalmente quando envolve comida!

jantares com amigos... suspenso (olha... se puder vou lá ter!)

casamento de um primo... suspenso (pois não sei. em principio sim, mas posso não ir... e se for posso não comer!)

fotografar a um sitio qualquer?... suspenso (pois... podemos tentar ir, mas se calhar não)

marcar uma reunião de trabalho? suspenso... (em principio sim, mas...)

g'sus! nunca a expressão viver um dia de cada vez se aplicou tão bem! ou faço planos para o dia ou para daqui a seis meses. nada no meio prazo.